quarta-feira, 7 de abril de 2010

DANÇA


Professora: Luciene Diniz.


DANÇA

TÓPICOS:

- O Que é dança ?
- História da dança .
- Dança e Educação ( Formas de ensinar e aprender );
- Classificação e Gêneros.
- Relação com o Surrealismo.


A dança\é uma das três principais artes cênicas da Antiguidade, ao lado do teatro e da música. Caracteriza-se pelo uso do corpo seguindo movimentos previamente estabelecidos ( coreografia ) ou improvisados ( dança livre). Na maior parte dos casos, a dança, com passos cadenciados é acompanhada ao som e compasso de música e envolve a expressão de sentimentos potencializados por ela.

A dança pode existir como manifestação artística ou como forma de divertimento ou cerimônia. Como arte, a dança se expressa através dos signos de movimento, com ou sem ligação musical, para um determinado público, que ao longo do tempo foi se desvinculado das particularidades do teatro.

Atualmente, a dança se manifesta nas ruas em eventos com “Dança em Trânsito”, sob forma de vídeo, no chamado “vídeo-dança”, e em qualquer outro ambiente em que for contextualizado o propósito artístico.


HISTÓRIA DA DANÇA.

A história da dança cênica representa uma mudança de significação dos propósitos artísticos através do tempo.

Com o Balé Clássico, as narrativas e ambientes ilusórios é que guiavam a cena. Com as transformações sociais da época moderna, começou-se a questionar certos virtuosismos presentes no balé e começaram a parecer diferentes movimentos de Dança Moderna. É importante notar que nesse momento, o contexto social inferia muito nas realizações artísticas, fazendo com que então a Dança Moderna Americana acabasse por se tornar bem diferente da Dança Moderna Européia, mesmo que tendo alguns elementos em comum.

A dança contemporânea surgiu como nova manifestação artística, sofrendo influências tanto de todos os movimentos passados, como das novas possibilidades tecnológicas ( vídeo, instalações). Foi essa também muito influenciada pelas novas condições sociais individualismo crescente,urbanização,propagação e importâncias da mídia, fazendo surgir novas propostas de arte, provocando também fusões com outras áreas artísticas como o teatro por exemplo.


DANÇA E EDUCAÇÃO.

Rodrigo Amorim (2000) considera a educação como evolução e transformação do indíviduo, considerando a dança como um contínuo da Educação Física, expressão da corporeidade dos nossos alunos, a dança na escola deve proporcionar oportunidades para que o aluno possa desenvolver todos os seus domínios do comportamento humano e, através de diversificações e complexidades, o professor possa contribuir para a formação de estruturas corporais mais complexas. O educador físico se utiliza da dança mas no aspecto biológico que é a sua área de atuação.

CLASSIFICAÇÃO E GÊNEROS.


Várias classificações das danças podem ser feitas, levando-se em conta diferentes critérios.

- Quanto ao modo de dançar:
*dança solo (ex: coreografia de solista no balé, sapateado);
*dança em dupla ( ex: tango, salsa, valsa, forró etc);
*dança em grupo( ex: danças de roda , sapateado).

-Quanto à origem:
*dança folclórica (ex: catira,carimbó,reisado etc);
*dança histórica (ex: sarabanda, bourré, gavota etc);
*dança cerimonial (ex: danças rituais indianas);
*dança étnica (ex: danças tradicionais de países ou regiões).

-Quanto à finalidade:
*dança erótica (ex: can can, striptease, pole dancing);
*dança cênica ou performática ( ex:balé, dança do ventre, sapateado);
*dança social (ex: dança de salão, axé);
*dança religiosa – dança profética( ex: dança sufi).

Dança, movimentos corporais rítmicos, geralmente acompanhados de música, que seguem um padrão e funcionam como forma de comunicação ou expressão. A dança é a transformação de funções normais e expressões corriqueiras em movimentos fora do comum com propósitos extraordinários. A dança pode incluir um vocabulário pré-estabelecido de movimentos, como no balé e na dança folclórica européia, ou pode utilizar gestos simbólicos ou mímicos, como em inúmeras danças asiáticas , pessoas de diferentes culturas dançam de maneira distinta por várias razões, e os diversos tipos de dança revelam muito sobre o modo como vivem.


A dança pode ser recreativa, ritual ou artística. Pode contar uma história, servir a propósitos religiosos, políticos, econômicos e sociais; ou pode ser uma experiência agradável, excitante, de valor meramente estético.

Existem dois tipos principais de dança: danças de participação coletiva, que não precisam de espectadores, e danças que são representadas, desenhadas para um público. As danças participativas incluem danças de trabalho, algumas formas de danças religiosas e danças recreativas, como as festas campestres e os bailes populares e sociais. Para que toda a comunidade possa participar, essas danças têm, geralmente, um esquema simples de passos repetitivos e fáceis de aprender. As danças representadas costumam ser executadas em templos, teatro, ou diante de uma corte real, como antigamente os dançarinos, neste caso, são profissionais e sua dança pode ser considerada uma arte. Os movimentos tendem a ser relativamente difícies e exigem treinamento especializado.

PROPÓSITOS SURREALISTAS:

Utilizando a dança como forma de interação, podemos notar uma mudança no seu desenvolvimento comportamento e social, proporcionando uma maior disponibilidade em conviver com os outros amigos. A dança une as pessoas e estas externam na dança suas emoções, aguça a sua imaginação e ativa a sua criatividade, isto tudo é reforçado e mostra semelhança com os propósitos surrealistas, que também através de suas pinturas, esculturas entre outras artes , davam vazão à imaginação e ao inconsciente em suas criações , pois, segundo as teses psicanalíticas de Sigmund Freud nos diz: ‘O homem deve libertar sua mente da lógica ,imposta pelos padrões comportamentais e morais estabelecidos pela sociedade e dar mais importância às informações do inconsciente.

Quanto ao vídeo exibido podemos verificar que a dança envolve de tal forma, que até uma criança com dificuldades de interação com as outras crianças, se solta e usa a imaginação , ou seja, através dos movimentos corporais, com ou sem ligação musical, neste caso em especial para crianças surdas, elas expressam seus sentimentos através de uma liberdade de expressão estimula seus sentidos como: visão, audição e tato.

A criança aprende em ritmo e dança, partindo desse ponto, algumas crianças e até adolescentes precisam de certos estímulos como:
1º ) criar uma motivação;
2º ) verificar e oferecer estímulos para conhecer possibilidades corporais, ou seja , nem sempre o que um dança com facilidade significará que o outro irá acompanhar, cada um têm um estilo de dançar.

Este vídeo nos mostra exatamente isso , isto é, que há várias formas de ensinar como: alguns são visuais neste caso é preciso o educador mostrar ou exibir um vídeo sobre dança ou até mesmo ele mesmo fazer uma demonstração, já outros são auditivos então é necessário a utilização de música ou até conversando com este sobre dança e seus movimentos e outros precisam de um acompanhamento de perto , estes assimilam os movimentos corretamente com o apoio tátil do professor, todas essas formas mostram a possibilidade de aprendizado.

De acordo com Nanni (1998), os movimentos básicos, as habilidades quando desenvolvidas sob o aspecto “lúdico”, favorecem para a participação ativa da criança, aprendendo a liberar e expressar suas emoções pela exploração do movimento, do espaço e do tempo rítmico.
Oferecer a criança a oportunidade de mover-se usando da sua criatividade, significa estabelecer experiências que propiciarão desenvolver habilidades motoras fundamentais por meio de padrões básicos de movimentos.

O que vai diferenciar um professor de Educação Física dos demais atendentes da Educação Infantil é a comunicação, a compreensão, a leitura, a interação e o envolvimento, a promoção da evolução da criança por intermédio das manifestações corporais , do movimento, do jogo e das atividades lúdicas,seria por que não a Comunicação corporal com as crianças ,adolescentes e adultos.







Referência Bibliográfica:

http://www.cauiaficha.com.br/cultura/dança.html
Silva, Pereira Gastão. Para Compreender Freud. Editora Itatiaia Limitada. Belo Horizonte, 1968. Artigo lido em sala de aula título: "O sentido do sentir: Corpos dançantes em Cadeira de Rodas.

"A dança não é só técnica, os gestos se apresentam carregados de sentidos, devendo ser compreendida como um discurso não-verbal". Eliana Lucia Ferreira(2000) Professora de Educação Física da Unicamp(Campinas).


Esta pesquisa sinaliza que a dança pode contribuir para o auto-conhecimento, para descobertas de transformações sociais,como forma de expressão e comunicação.

A dança em cadeira de rodas é uma atividade física que possibilita e permite a participação de pessoas portadoras de deficiência física, no desenvolvimento das diversa modalidaes da dança, sendo um trabalho recente, com pouca tradição e sem muitos documentos que ofereçam subsídios para a discussão desta proposta, no entanto, atualmente há um esforço crescente para o seu desenvolvimento, buscando o desenvolvimento, a divulgação e compreensão da mesma.

O grupo de dança em cadeira de rodas existentes têm suas iniciativas calcadas no princípio que visa . colocar o conhecimento produzido pela dança, a uma população, até então desacreditada no que se refere às possibilidades de movimentos.

Métodos: O trabalho de campo foi realizado com o grupo de dança, que participou do grupo Ázigo, no período de 1990 à 1996, constituído de 4 mulheres e 3 homens com idade entre 15 e 30 anos, que concordaram voluntariamente em participar desta pesquisa, o qual foi trabalhado em 2 intâncias: 1)VERBAL.
2)NÃO VERBAL.
No VERBAL foram realizadas diversas leituras de texto baseado na vertente Francesa,segundo ométodo de Orlandi(1990) chamada Analise do discurso(AD) e no NÃO-VERBAL a metodologia Laban(1978), constituído por vídeos, fotos e slides que mostram a coreografia.

A leitura abriu caminho para a compreensão dos sentidos da dança, já segundo Laban(1978) em relação ao movimento:
1) A parte do corpo que se move;
2) A trajetória percorrida;
3) E o tempo necessário para a execução da trajetória.

* Em relação ao dançarino:
1) Quem dança;
2) Para quem dança;
3) onde dança;
4) E como se dança.

Neste sentido, a cadeira de rodas, proporciona a liberdade e a capacidade de movimentar-se, logo, ao permitir a execução dos movimentos, a cadeira de rodas, que representava a materialização da falha, transforma-se em um elemento da dança que proporciona o movimento, que é a combinação de força, tempo, espaço e fluência(Laban,1978).


A presença da cadeira de rodas na dança, evoca a falha, o defeito, os quais produzem sentidos que precisam ser melhor compreendidos para a construção de uma sociedade humanitária,ou seja, seguindo até os propósitos surrealistas citados por Sigmund Freud, de quebrar paradgmas e relacionado a Pintura "Girafas em chamas" que nos mostra várias posssibilidades de explorar o corpo humano, a partir do momento em que se visualiza várias gavetas saindo de umcorpo, ou seja, as várias possibilidades do ser humano de se recriar perante diversas situações que a vida lhes propõe.

As pessoas portadoras de deficiência física possuem o desejo, não apenas de utilizar suas capacidades de movimento, mas também de significar pela linguagem corporal.

Tudo isso acaba refetindo no modo em que estes próprios cadeirantes, se vêem, ou seja, segundo suas próprias palavras: "Agora, eu me sinto uma pessoa normal, não vejo as pessoas me olhando como deficiente...".

O deficiente tem a dança,como mais uma forma de expressão e comunicação.Finalmente, é apontado neste artigo que a deficiência é um estado concreto, e além disso, significada de uma maneira historicamente(imposta), ou seja, o desenvolvimento com a dança, ou qualquer outra atividade esportiva ou social, não vai deixar o deficiente menos deficiente, no seu estado concreto. Dançar sobre uma Cadeira de Rodas, ou não, é apenas um direito que as pessoas têm.

Referência Bibliográfica:

Artigo:Revista da Faculdade de Educação Física da Unicamp, Campinas,V.O,N.4,p.89-98,jan/jun.2000.




*História Moderno/Contemporâneo



A Dança Moderna se constitui numa autêntica revolução aberta contra o sistema de movimentos rígidos da dança clássica,caracterizando-se por isso mesmo pela inteira liberdade de movimentos e de expressão , mas com o necessário cuidado para não prejudicar a beleza das formas , das linhas e do equilíbrio estético. Procura dar mais ênfase aos sentimentos.



A Dança Contemporânea pode ser mais bem descrita como uma dança pós-moderna. No Brasil, ela se firmou como um estilo próprio na década de 1990 e possui características bastante semelhantes ao moderno - tais como liberdade técnica, ruptura com a rigidez clássica, participação e interação dos bailarinos nas aulas e nas montagens coreográficas - mas apresenta outras características que lhes são peculiares.



Entre os grandes nomes da Dança Moderna e Contemporânea destacam-se: Isadora Duncan , Ruth Sant Denis, Ted Shaw , Martha Graham, Rudolf Von Laban , Mary Wigman, Doris Humphrey, Charles Weidman, Hanya Holm, José Limon, Pina Bauch, Mecie Cunnigham, Forcite e no Brasil: Mario Nascimento,Rodrigo Pederneiras, Deborah Colker, Sandro Borelli, entre outros.

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