segunda-feira, 15 de março de 2010

ATIVIDADES RÍTMICAS


Professor: Alessandro.

ATIVIDADES RÍTMICAS

Ritmo vem do grego Rhytmos e designa aquilo que flui, que se move, movimento regulado. O ritmo está inserido em tudo na nossa vida.
Nas artes, como na vida, o ritmo está presente. Vemos isso na música e no poema. Temos a nos reger vários ritmos biológicos que estão sujeitas a evoluções rítmicas como o dos batimentos cardíacos, da respiração, do sono e vigília etc. Até no andar temos um ritmo próprio.
Conceito
Ritmo é o tempo que demora a repetir-se um qualquer fenômeno repetitivo, mas a palavra é normalmente usada para falar do ritmo quando associado à música, à dança, ou a parte da poesia, onde designa a variação (explícita ou implícita) da duração de sons com o tempo. Quando se rege por regras, chama-se métrica. O estudo do ritmo, entoação e intensidade do discurso chama-se prosódia e é um tópico pertencente à linguística. Na música, todos os instrumentistas lidam com o ritmo, mas é freqüentemente encarado como o domínio principal dos bateristas e percussionistas.
Segundo alguns autores, os conceitos de ritmo podem variar.
• Para Berge o ritmo é uma lei universal a que tudo submete.
• Dalcroze o caracteriza como princípio vital e movimento.
• Platão sistematiza o ritmo, colocando-o como definição de movimento ordenado.
Importância
A rítmica é uma ciência do ritmo que objetiva desenvolver e harmonizar as funções motoras e regrar os movimentos corporais no tempo e no espaço, aprimorando o ritmo.
Embasado-se nestes conceitos, fica clara a importância que o ritmo tem na nossa vida, tanto através de influências tanto externas quanto internas. O desenvolvimento e aperfeiçoamento do mesmo torna-se muito importante, pois o ser humano é dependente do ritmo para todas as atividades que for realizar, como na vida diária, profissional, desportiva e de lazer.
Na educação infantil (alfabetização), é uma habilidade importante, pois dá à criança a noção de duração e sucessão, no que diz respeito à percepção dos sons no tempo. A falta de habilidade rítmica pode causar uma leitura lenta, silabada, com pontuação e entonação inadequadas.
O ritmo é de grande importância para os professores de Educação Física, pois ele se reflete diretamente na formação básica e técnica, na criatividade e na educação de movimento.
O ritmo pode ser individual (ritmo próprio), grupal (caracterizado muito bem pela dança, o nado sincronizado e por uma série de atividades por equipe), mecânico (uniforme, que não varia), disciplinado (condicionamento de um ritmo predeterminado), natural (ritmo biológico), espontâneo (realizado livremente) e refletido (reflexão sobre a temática realizada), todas estas variações de ritmo podem ser trabalhadas na escola com diferentes atividades.
O ritmo é a pulsação da música. Sem ritmo não há música
Objetivos
• Desenvolver a capacidade física dos educandos assim como a saúde e a qualidade de vida.
• Propiciar a descoberta do próprio corpo e de suas possibilidades de movimento.
• Desenvolver o ritmo natural.
• Possibilitar o desenvolvimento da criatividade para descoberta do estilo pessoal.
• Despertar sentido de cooperação, solidariedade, comunicação, liderança e entrosamento através de trabalho em grupo.
Funções
• Auxiliar a incorporação técnica.
• Estimular a atividade.
• Determinar qualidade, melhor domínio e a liberdade de movimento propiciando a sua realização com naturalidade.
• Permitir a vivência total do movimento.
• Incentivar a economia de trabalho retardando a fadiga e aumentando resultados.
• Reforçar a memória.
• Facilitar a expressão total.
• Criar hábitos de disciplina e atitudes.
• Aperfeiçoar a coordenação.
• Permitir a produção do prazer.
Música
O ritmo musical é um acontecimento sonoro, tenha ele altura definida ou não, que acontece numa certa regularidade temporal. É a ordenação dos sons de acordo com padrões musicais estabelecidos. É a variação da duração e acentuação de uma série de sons ou eventos. Na música ocidental, os ritmos estão em geral relacionados com uma fórmula de compasso e seu andamento, que implica uma métrica. O valor do pulso subjacente, chamada batida, é o tempo. A duração da métrica divide-se quase exclusivamente em duas ou três batidas, chamando-se assim métrica dupla ou métrica tripla, respectivamente. Se cada batida for dividida a seguir em duas, chama-se métrica simples, se se dividir em três, chama-se métrica composta.
Músicos fazem ritmos com seus instrumentos musicais. Uma das funções do músico é a perceber e medir o tempo. A gente conscientemente sente, forma, divide e compõem o tempo para transmitir um sentimento. Todos os músicos, compositores, regentes, instrumentistas e vocalistas trabalham com o ritmo, mas na música moderna uma seção rítmica geralmente consiste de instrumentos de percussão, um baixo (não necessariamente o instrumento de cordas) e possivelmente de instrumentos de cordas (por exemplo, a guitarra ou o banjo) e instrumentos de teclas, como o piano.
O uso que os géneros musicais fazem do ritmo varia. A maior parte da música ocidental baseia-se num ritmo divisivo, ao passo que a música não-ocidental usa mais ritmos aditivos. A música africana faz um uso intenso de polirritmos, e a música indiana usa ciclos complexos, como 7 ou 13, enquanto que a música balinesa usa frequentemente ritmos entrecruzados. Comparativamente, muita da música clássica ocidental é bastante simples no que diz respeito ao ritmo: não sai de uma métrica simples, como ritmo duplo simples, 2/4; triplo simples, 3/4; duplo composto 6/8; e triplo composto 9/8, em base; e usa pouco a sincopação. No século XX, compositores como Igor Stravinsky, Philip Glass, e Steve Reich escreveram música de maior complexidade rítmica, usando métricas estranhas e técnicas como o faseamento ou o ritmo aditivo. Ao mesmo tempo, modernistas como Olivier Messiaen e os seus seguidores usaram um aumento na complexidade para quebrar a sensação de uma batida regular, o que levou ao uso generalizado de ritmos irracionais na Nova Complexidade. LaMonte Young também escreveu música na qual a sensação de uma batida regular está ausente, porque a sua música consiste apenas de longos tons sustentados (drone).
A clave (ritmo) é um ritmo subjacente comum na música africana, cubana e brasileira.
Prosa
Em todas as línguas a fala possui ritmo, embora o seu ritmo dependa da natureza de cada língua. O português, o francês, ou o espanhol, por exemplo, integram-se no ritmo silábico no qual todas as sílabas tendem a articular-se durante um tempo aproximadamente igual. A língua inglesa pertence a um sistema rítmico cuja unidade mínima é o pé, constituído por uma ou mais sílabas. Neste caso são os pés que se pronunciam numa duração mais ou menos regular, o que significa que, por exemplo, num pé de quatro sílabas cada uma delas deva ser mais breve do que a sílaba, obviamente mais longa, de um pé monossilábico. O ritmo da fala inglesa apresenta-se assim num movimento de velocidades diferentes, percorrendo períodos semelhantes de tempo, mas cria-se também na tensão entre os acentos de intensidade - equivalentes ao ictus da prosódia clássica - que surgem, de uma maneira sistemática, na primeira sílaba de cada pé. Segundo M. A. K. Halliday, o pé descendente constitui um elemento da estrutura fonológica inglesa. Este acento pode também ser silencioso, mantendo-se o ritmo, de um modo sub-vocálico, tanto na consciência do falante como na do ouvinte: o chamado "silêncio rítmico".
A prosa é também provida de ritmo e Aristóteles afirma mesmo que o ritmo da prosa deve organizar-se em pés jambos - uma sílaba breve e uma longa - pois a cadência resultante da repetição desta alternância - a cadência jâmbica - seria a mais apropriada ao ritmo da fala.
Poema
No poema há a regência da métrica, que não é, como no compasso da música, uma regência implacável sobre o ritmo. Nos poemas, o ritmo se sobrepõe à métrica. Além da rima, é o ritmo que dá beleza ao poema, bem como à música.
A unidade rítmica do poema é o pé. Na antiguidade, o poeta recitava seus poemas acompanhado de lira ou marcando o ritmo com o pé (de onde lhe veio o nome). O pé compõe-se de duas ou mais sílabas métricas (ou sílabas poéticas). Os pés básicos (mais freqüentes) são:
• Troqueu - Pé formado por uma sílaba longa (tônica) e uma breve (átona);
• Iambo ou Jambo - Pé formado por uma sílaba breve e uma longa;
• Dátilo - Pé formado por uma sílaba longa e duas breves;
• Anapesto - Pé formado por duas sílabas breves e uma longa.
Nas línguas românicas não existem vestígios de oposição quantitativa, e o ritmo poético baseia-se, sobretudo, nas posições tónicas e átonas, nos retardamentos, nas modulações, nas pausas, nas correspondências fónicas, ou seja, num movimento cuja dinâmica pode variar, ainda que inserida num padrão fixo, como é o caso da poesia em versos isossilábicos.
Segundo os Formalistas Russos, o ritmo não pertence ao domínio da contagem e o próprio verso resulta da impulsão rítmica que lhe é anterior: o ritmo do discurso poético. Este assenta nas leis do ritmo da fala e executa-se em performance criadora de uma sintaxe e de uma semântica próprias, visto que a um ritmo novo correspondem novos sentidos. Ezra Pound crê no "ritmo absoluto" - o mais adequado à emoção que só através dele se pode expressar - e defende que o ritmo - marcado também por toda uma estrutura prosódica - deve fluir de verso para verso, a não ser que se pretenda uma pausa significativa.
O poeta vitoriano Gerard Manley Hopkins (1844-1889) é o grande precursor deste desígnio de restituir à poesia a força de uma expressividade, por vezes perdida, e de a libertar da submissão à métrica clássica que não contempla todas as propriedades rítmicas do discurso poético em língua inglesa. O termo "ritmo abrupto", por ele cunhado, designa a sistematização de um ritmo cujas principais características são análogas às do ritmo da fala, nomeadamente, confronto entre pés monossilábicos, ritmo descendente nos pés polissilábicos, acentos de silêncio e pés que não terminam no final de um verso, completando-se no início do verso seguinte.
Referências Bibliográficas.
BERGE, PIERRE. Dos ritmos ao caos. São Paulo: UNESP, 1996.
MONTEIRO, GISELE ASSIS & ARTAXO, MARIA INÊS. Ritmo e movimento. São Paulo: Phorte Editora, 2000.


Ritmo circadiano - As funções fisiológicas do corpo humano funcionam de forma rítmica com picos e quedas em determinados períodos de tempo. Quando ocorre em um dia é chamado de ritmo circadiano. Quando acontece em segundos, minutos ou horas é denominado ultradiano e acima de 28 horas de ritmos infradiano. Todos os seres vivos da Terra (animais e vegetais) apresentam ritmos biológicos ou circadiano.
No homem estes ritmos são mantidos por grupos de células localizados no cérebro - os centros do chamado relógio biológico. É um sistema sincronizado por sinais externos ao organismo e existentes no meio ambiente, como a variação entre luz-escuro, o relógio que nos mostra as horas do dia ou da noite e de nossos compromissos. Um bom exemplo de ritmo infradiano é o do ciclo menstrual, que ocorre de 28 a 30 dias. O ritmo ultradiano pode ser exemplificado pela sonolência - sentimos sono no meio do dia e à noite.
Já a temperatura corporal funciona em ritmo circadiano, já que aumenta durante o dia e atinge o máximo no final da tarde para logo depois do anoitecer, começar a diminuir, chegando ao mínimo de madrugada. Prosseguindo o ciclo, a temperatura volta a elevar-se pela manhã, repetindo todo o processo. O ritmo circadiano varia de pessoa para pessoa em horas diferentes do dia e da noite, tendo períodos de pico e de queda.
Quando ficamos acordados durante um longo período, a homeostase do sono/vigília informa-nos que o corpo precisa do sono e é hora de dormir. Este sistema auxiliá-nos também a nos manter dormindo durante toda noite para compensar as horas em que estaremos despertos, desenvolvendo nossas atividades diárias. É um processo restaurativo que regula nosso sincronismo dos períodos do sono e do estar alertas.
O ritmo circadiano é controlado por uma parte do cérebro que responde aos sinais claros e escuros. Do nervo ótico do olho, a luz viaja até a essa área específica do cérebro, sinalizando que é hora de acordar. O relógio biológico sinaliza a outras partes do cérebro que as funções do organismo, para viver um novo dia, precisam começar a agir. Assim, a temperatura do corpo se eleva e outros processos, que têm o papel de nos manter acordados, começam a funcionar. É o caso da retina, que ao receber a luz da manhã, passa esta informação à glândula pineal, que pára de produzir e de enviar a melatonina à corrente sanguínea. Este é um sinal para o organismo despertar, já que a melatonina é responsável pela indução ao sono e produzida à noite enquanto dormimos.
Quando acontece a quebra do ritmo circadiano, por exemplo, nas viagens em que o fuso horário se modifica, há um conflito nos padrões naturais do sono e o corpo leva um tempo para se adaptar à nova situação. Por isso muitas pessoas sentem mal, quando fazem viagens internacionais, o chamado “jet leg” . Este mal-estar pode também ocorrer na vida diária, quando o ritmo circadiano é interrompido por longas horas sem dormir e pela irregularidade nos horários de sono, por exemplo, no caso dos trabalhadores de turno.
REM - Rapid Eye Movement ou Movimento Rápido dos Olhos. É um dos dois estágios do sono pelos quais passamos (o outro é o sono NREM). No REM os olhos movem-se rapidamente e a atividade cerebral dos neurônios assemelha-se a de quando se está acordado. A primeira fase do sono REM ocorre de 70 a 90 minutos após a pessoa dormir e, geralmente, dura de 5 a 15 minutos. Em uma noite a pessoa passa por cerca de quatro ou cinco períodos de REM, sendo o tempo total entre 90 a 120 minutos em um adulto. No começo do sono são mais curtos, alongando-se no final da noite (ciclo do sono). Nesta fase, o sono é mais leve e ocorrem, geralmente, os sonhos mais “reais”.


Seminário com exibição do vídeo de Barbatuques e Ivo lerok e Surrealimo:

Para a apresentação do seminário foi exibido um vídeo de barbatuques e Ivo Lerok , que nos mostra muito ritmo em suas ações, criatividade, habilidade, sensação de liberdade no sentido de criação, dedicação, nos aborda sobre possibilidades em relação ao espectador , ou seja, o que esta arte transmite ao espectador que assiste tanto a uma cena de Barbatuques quanto ao clipe de Ivo Lerok.
Cada espectador reage de uma forma à apresentação de Barbatuques e Ivo lerok, para alguns transmite criatividade, comunicação, habilidade e para outros versatilidade, dinamismo, e até sincronismo entre alguns e também movimentos corporais ritimicos , sons emitidos através de objetos , dando vazão ao lúdico, ao não racional, à imaginação. Isso tudo é reforçado pelas teses psicanalíticas de Sigmund Freud, que mostram a importância do insconciente na criatividade do ser humano, ou seja, o homem deve libertar sua mente da lógica pelos padrões comportamentais e morais estabelecidos pela sociedade e dar vazão aos sonhos, imaginação e as informações do inconsciente.
Durante a apresentação desse vídeo é possível perceber a criatividade dos participantes, e notar principalmente o quanto há ritmo em suas ações. Nos mostra que se é possível emitir sons, sem necessariamente estar utilizando instrumentos musicais tradicionais comercializados, isto é, e sim através de suas imaginações, num estilo propriamente surrealista, nos mostram a possibilidade de transmitir ao espectador suas emoções, seu inconsciente, sua criatividade, humor, sonhos, utopias e qualquer informação contrária a lógica, pois, a lógica seria emitir sons utilizando instrumentos comercializados somente para esta atividade, como se não fosse possível alcançar esse êxito de outras formas, quebrando paradgmas e ressaltando a importância do insconciente na criatividade do ser humano em quebrar tabus impostos pela sociedade.
Dessa forma, destaca-se a grande semelhança entre esse vídeo e o Surrealismo, seria porque não uma troca do previsível para o imprevisível … ativando então uma maior criatividade do ser humano.
Fazendo uma pesquisa sobre ritmos , há um texto do autor Eduardo Pitta, que nos mostra que há ritmos em vãrias situações, ex: durante um beijo, uma conversa,ou seja, não é necessário música de fundo para que haja ritmo, e ressalta o ritmo está no nosso dia-a-dia.
A atividades rítimicas devem ter caráter lúdico e recreativo para que tenham sentido para as pessoas. Lúdico com o significado de alegria, divertimento, brincadeira, prazer, satisfação e recreação no sentido de criar, transformar, modificar e recriar, fazendo com que as vivências e experiências educacionais dêem vida nova, com novo vigor, e transformem a realidade, adquirindo o “saber com sabor” ( MARCELLINO, 1990.).Deve-se ter como príncipios básicos a ludicidade e a recreação atrvavés da variabilidade e diversidade de atividades físicas, ou seja, as experiências rítmico-motoras devem ser exploradas de diferentes formas, situações e materiais, de forma dinâmica, alegra e criativa para que haja novas aprendizagens. As pessoas, de uma maneira geral são ávidas a movimentar-se, experimentando e explorando novas formas no desejo de dominar habilidades, testar possibilidades e exibir potencialidades em relação ao movimento.





Motricidade e Música: aspectos relevantes das atividades rítmicas como conteúdo da Educação Física.

Artigo:Revista Brasileira de Educação Física, Esporte, Lazer e Dança,v.1,n.2,p.53-62,jun.2006.Cynthia C. Pasqua M. Tibeau.

A literatura especializada e os PCNs(1997), consideram as atividades rítmicas como manifestações da cultura corporal e conteúdos da Educação Física Escolar (EFE), que possuem grande valor educativo e essenciais para o desenvolvimento motor,cognitivo e sócio-afetivo.Estas atividades tem como objetivo oferecer aos participantes vantagens educacionais, no que se refere à utilização das atividades que envolvem música e motricidade, além de auxiliar não só os profissionais da (EFE), como também os alunos a criarem estratégias que atenuem os preconceitos existentes para a real implantação das atividades rítmicas como conteúdo das aulsa de Educação Física,o que consequentemente vem a resultar em um desenvolvimento da capacidade de expressão e abrem caminho para a expansão das conexões nervosas entre cérebro eo corpo.

Segundo os PCNs, são conteúdos apropriados para a aquisição de capacidades motoras,cognitivas e sócio-afetivas.

A Literatura também diz que essas atividades que utilizam música e movimento, são motivantes,prazerosas e de grande importância para o desenvolvimento da criança e do adolescente.

Para Camargo(1999)a interação música-movimento deve tornar "visível" a música e "audível" o movimento, ou seja, para a compreensão dos vínculos existentyes entre música emotricidade é imprescindível fazer algumas considerações a respeito da percepção espacial,temporal e proprioceptiva no desenvovimento humano.

Segundo Ganza(1977,p.45) diz: Os quatro domínios da natureza humana(cognitivo,afetivo,emocional e motor) estão ligados aos elementos constitutivos da música: ritmo,melodia,harmonia e andamento,ou seja, eles se completam e são interdependentes.

Na música a melodia é o elemento que está diretamente ligado à afetividade humana, expressa uma idéia,o que causa sensação de ínicio,meio e fim.

A harmonia diz respeito à organização de sons combinados e simultâneos(acordes,arpejos,etc) ajustados à linha melódica e apoiados no ritmo.

O andamento diz respeito à velocidade da música e junto ao ritmo está relacionado ao aspecto motor do desenvolvimento humano, no entanto, segundo Gainza(1977), as pessoas se referem ao ritmo de forma equivocada,como medida de velocidade e é comum escutarmos "acelere ou diminua o ritmo".

Zampronha(2002) considera que o ritmo possibilita ao indíviduo tomar consciência de seu corpo, a melodia estimula os estados afetivos e a harmonia seria responsável por favorecer as atividades intelectuais.

Segundo Carl Orff(1895-1982) acreditava que a fala,a música e o movimento formavam o tripé da educação.O caráter lúdico de sua metodologia de trabalho colocava o aluno como participante ativo e criativo do processo ensino-aprendizagem,para Queiroz(1998) quanto maior a eficiência motriz, melhor a possibilidae de aprendizagem.

Os critérios no que se refere ao movimento relatados em estudos da Barsch indicam 4 objetivos a serem perseguidos:
1) a aficiência do movimento;
2) o desenvolvimento da flexibilidade no movimento (diversidade espacial);
3) mudanças nas posições corporais em relação à gravidade;
4) a aprendizagem da sincronia do movimento.

Para o último objetivo, 3 parâmetros deveriam ser considerados:
1) a sequência = refere-se à ordenação de movimento de uma ação.
2) o ritmo = refere-se à coordenação do movimento no tempo.
3) a qualidade = eficiência do movimento,fator final.

Barch ainda argumenta que todas as atividades motoras podem estabelecer as bases para novas atividades motoras e as falta de algumas aprendizagens durante a 1ª infância pode traduzir-se mais tarde em dificuldades motoras, dificuldades de aprendizagem e tambem de linguagem,

Há plena convicção segundo Tibeau(2002)que o trabalho com atividades rítmicas motoras, acompanhadas de temas musicais,com ou sem manuseio de materias de pequeno porte e/ou grande porte, são imprescindíveis para a educação integral, para o desenvolvimento integral do ser humano, além disso, são atividaes alegres,prazerosas e motivadoras que, qundo bem conduzidas,levam os participantes ao pleno desenvovimento de capacidades cognitivas,sócio-afetivas,motoras e emocionais,e fortalecem o desenvovimento da capacidade de expressão e abrem caminho para a expansão das conexões entre o cérebro e o corpo.

resumo feito a partir de informações da seguinte revista:
Revista Brasileira de Educação Física,Esporte,lazer e dança,v.1,n.2,p.53-62,jun.2006.
Relação com o Surrealismo ("Girafas em chamas"):

As gavetas no que refere-se a várias possibilidades do ser humano de se recriar,utilizando-se da criatividade durante a dinâmica e consequentemente visando um fortalecimento motor a partir das expressões corporais.

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